sábado, 14 de setembro de 2013

Tá Faltando Um: Como a Minha Identidade

Por Máximo

Entramos através de uma letra, E. 



E o excesso começa logo que saímos da Manoel de Abreu, atravessando pro maracanã, em frente à UERJ. Funcionários do consórcio espalhados no entorno perguntando se necessitávamos ajuda, como fazer, o que fazer, só faltava a camisa de banco escrita"posso ajudar?". Francamente.



 Pra quem veio de um Maracanã boêmio, da geral em que, moleques, podíamos entrar, sair, comprar, de novo, o ingresso, assistir ao segundo tempo, isso quando jogava um outro time ou a seleção, ou ir direto pra arquibancada, lá no alto, do lado esquerdo da Tribuna de Honra (ainda havia a Charanga). O Maracanã, de fato, fazia parte de Vila Isabel, a caminho da Praça da Bandeira, indo pra Cidade. Não me reconheci nesse maracanã do blatter, marin e vírus anexos. Não existe mais arquibancada, é tudo um troço pasteurizado até o campo, que ficou mais perto, além de menor, virou soçaite.

Tá bonitinho, confortável (um bilhão e meio, não custa lembrar) Tive a mesma sensação quando entrei no iguatemi, hoje boulevard, um shopping que fizeram na Teodoro da Silva no lugar do Campo do América, que, aliás, praticamente acabou. Uma saudade do cacete daquele Maracanã em que, moleque, aos ombos do Velho, ia ver Renato, Junior, Fred, Jaime e Rodrigues Neto; Zé Mário, Geraldo (Tadeu), e Zico; Paulinho e Luis Paulo. Está faltando um. Como a minha identidade. 

2 x 1 no análogo da Ilha.



SRN 

sábado, 7 de setembro de 2013

Do "Proibidão" à Regina Casé

Por Máximo




Comprei ontem, na Bienal, no espaço da Imprensa Oficial do Rio, que vende qualquer livro a R$2,50, "Contra Corrente", uma coletânea de 2001, organizada por Emir Sader, com artigos de vários autores que escreveram na revista britânica New Left Review. De Perry Anderson a Benedict Anderson, passando por David Harvey e Frederic Jameson, temos uma panorâmica que serve de resposta à pergunta que Perry Anderson, seu editor, faz em seu artigo: o que a diferencia como uma publicação de esquerda? Pra simplificar, um aspecto da resposta do próprio Anderson, ao expor o contexto dos anos 60 em que a forma da NFL foi pensada: culturalmente, o rock foi uma "das marcas dominantes do período, uma manifestação popular reivindicando tanto uma ruptura estética quanto um levante social", para, adiante, ser disciplinado, entrar na rotina do mercado e faturar o que fatura. Quanto não pode ser dito do funk, que do "proibidão" passou à pasteurização da Regina Casé?


SRN

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O Gaúcho de Vacaria para o Gaúcho Scolari

Por Máximo




Vendo, na ESPN, a entrevista de Scolari, convenço-me, cada vez mais, da importância da História Política como metodologia na análise da relação do futebol com o poder. Irremediável padrão que, a despeito do tempo e do espaço, separa os protagonistas do mundo da bola do problema político. Interrogado sobre as manifestações programadas para o Mané Garrincha, para o jogo contra a Austrália, Scolari disse simplesmente que sua função e a dos jogadores é entrar em campo e vencer. Lembrei-me de imediato de Raymundo Faoro, gaúcho de Vacaria, em seu clássico "Os Donos do Poder".O patrimonialismo ibérico em um legado que nos deu um Estado que, ao não distinguir público e privado, se aparta da sociedade civil e a torna refém de sua racionalidade burocrática, numa concepção corporativa da vida social. A sociedade só tem sentido cumprindo funções determinadas pelo Estado. Como a seleção de Scolari, na Era do Caveirão, em que aprendemos a jogar sem bola, marcando pressão e fazendo falta.

SRN

Leônidas



1 - Foi o artilheiro da Copa do Mundo de 1938, quando era jogador do CRF.


2 - Artilheiro do Campeonato Carioca de 1938 (16 gols), 1940 (30 gols) e do Torneio Rio

São Paulo de 1940 (13 gols).


3 - Jogador com a melhor média de gols da história do Flamengo, com 1,02 gols por partida. 

Foram 153 gols em 149 jogos.


4 - Eleito em 1982 e 1994, o melhor centroavante da história do CRF, em pesquisas 

realizadas pela revista Placar.


5 - É o 6º maior artilheiro na história do clube, empatado com o ponta-esquerda Jarbas, que 

jogou na mesma época do Diamante Negro.


6 - Além do título de campeão carioca de 1939, pode-se incluir o Torneio Rio-SP de 1940, 

que não é reconhecido pela CBF. Naquela competição, Leônidas fez incríveis 13 gols em 

apenas 7 jogos disputados.


7 - No Fla, ele jogou ao lado de jogadores como Domingos da Guia, Fausto, Waldemar de 

Brito, Zizinho (só em 1940), Valido, dos goleiros Wálter (titular na Copa de 1938) e Yustrich, 

entre outros.


8 - A contratação dele, em 1936, e sua participação na Copa do Mundo de 1938 e noCarioca 

conquistado em 1939, após nosso maior jejum de títulos, foram fundamentais, junto da Rádio 

Nacional, para o crescimento da Nação Rubro-Negra em todo o país. Em 1936, também 

foram contratados os craques Fausto e Domingos da Guia, e em 1937, chegaram Waldemar 

de Brito e Valido.


9 - No Flamengo, Leônidas teve 3 técnicos: Flávio Costa (1936 e de dez.1938 até a saída do 

Diamante Negro), o húngaro Dori Krueschner (de abr.1937 a set.1938) e Hílton Santos (de 

setembro a dezembro de 1938). O último, foi presidente em 1946, concluindo o mandato de 

seu antecessor (Marino Machado de Oliveira, que havia renunciado) e no biênio 1958-59.


10 - Foi artilheiro do Flamengo nos anos de 1937 (31 gols), 1938 (35), 1939 (19) e 1940 (43).


Fonte: Patrimônio Histórico do CRF


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Por que não retornar o Maracanã ao Estado?

Por Máximo



A cúpula do futebol é, como a autocrítica do globo, uma suspeição. Seja como for, vale a direção do Flamengo confrontar, até agora, esse maracanã s. a. Há nesse consórcio dois pontos incompreensíveis que ficaram evidentes no jogo contra o Cruzeiro: suspeição quanto ao público presente e má operação da bilheteria. Por que não retornar o Maracanã ao Estado? A desculpa do que fazia a suderj não serve. As condições em que vivemos agora trazem tudo pra rua, num esboço de democracia participativa. Não à toa a dor de madalena arrependida, oportunista, do globo. 

Outra coisa: há troço mais fuleiro, que melhor caracteriza esse arrivismo de celebridade, além de tão gasto quanto o consenso de washington, do que a "eficiência da gestão privada"?

SRN