sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
Bipolar
Meu amigo, Rubro-Negro, professor de história formado comigo na UERJ, Alexandro Amorin, parece sucumbir à desesperança da reforma do ensino médio que pretende acabar com a obrigatoriedade do ensino de história, a ser diluído no reducionismo das “ciências humanas aplicadas”. A princípio – afirma – sociologia e educação física saíram, houve reação, a sociologia voltou e história saiu. É o tal negócio, típico do regime, jogando um pobre contra o outro pela vaga de um salário pra pagar a luz, o gás e a água, que será privatizada.
Meu amigo pensa em fazer outra coisa. Acho justo. Talvez, a crítica que a história enseja seja mesmo desnecessária. Pra que pensar? Pra que ir além da instrumentalização fuleira de “coxinhas & petralhas”?
Afinal, no mínimo, é ser um bom filho da puta recusar transformar em luta política interesseira a morte da Dona Mariza.
SRN
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
A Cedae é o antigo campo do América em Vila Isabel
Se é
clássico, continua válido. “18 Brumário’, texto base de Marx na análise do
golpe do sobrinho do Napoleão na França de 1851. E o que isso tem a ver com o
desenho do Orlando “Lelé”, ex-lateral do América dos anos 70?
É que sempre me
lembro do que fizeram com o ‘Mequinha”, quando ocorre a defesa da ordem, com
tiro e porrada. O “presidencialismo de coalizão”, que nos dá, em desdobramento
sobre a federação, o ataque aos direitos civis, como o que se viu ontem aqui no
Rio, é um exemplo de validade da análise de Marx de que a democracia liberal
não hesita em violar-se se ameaçados os interesses do regime do capital.
Atiraria até em Locke, que defendia a revolta civil contra um governo desse
tipo.
E o Orlando “Lelé”?
Serve pra ilustrar que venderam o campo do América
aqui perto, na Teodoro da Silva, rua onde morou e morreu Noel, pra levantar um
shopping sob o argumento de que o dinheiro seria usado pra pagar as dívidas do
clube e lançar o “América dos Anos 2000”. O “Mequinha”, segundo time de todo
carioca, acabou.
A Cedae é o campo do América que tem de ser vendido ainda que
com porrada, tiro e sangue do servidor público.
SRN?
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
3 x 0
Dois "volantes" (antes era "cabeça de área") que sabem sair pro jogo. Falta desenhar o Rômulo, que acabou de chegar.Segunda vitória seguida, com um placar elástico, 3 x 0.
Uma sequência capaz de criar casca e permitir a Zé Ricardo trabalhar tranquilo.
SRN
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
Steinberg Rubro-Negro
Meu amigo, Rubro-Negro, professor de História excelente, formado junto na UERJ, Alexandro Amorin, no nosso grupo do whatsapp, fez uma brincadeira com a final deste ano do mundial de clubes entre Barcelona e Flamengo. Na veia. Como sempre. É o tal negócio: um grupo com historiadores que sabem a importância da memória. E no imaginário da Grande Arte da Bola quais os times que sempre circulam pelas cabeças? O Santos de Pelé, a Holanda de Cruyff, o Barcelona idem (pois o que vemos hoje, triângulos se deslocando, oscilando tocando a bola, primeiro com o Guardiola, agora com o Luis Henrique, tem a fonte no "futebol total" da Holanda de Cruyff,do Monstro Rinus Michel) e o Flamengo de 81, a quem o Tite acaba de apontar como sua referência técnica e tática. De fato: Raul, Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade (a grande injustiça de Telê, jogaria tranquilamente no lugar de cerezo), Adílio (outra injustiça, caberia tranquilamente entre os 22 de 82) e Zico; tita (em caixa baixa, pois depois se desmanchou de amores pelo vice que não é o Temer), Nunes e Lico. Portanto, meus caros, títulos todos, em maior ou menor medida, têm. Mas, poucos entrarão, como estes dois TIMES que o meu amigo Alexandro Amorin apontou, pro imaginário da história do futebol.
Saudações Rubro-Negras
domingo, 1 de janeiro de 2017
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