segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Turbante


Leio uma discussão sobre "apropriação cultural". Parece que o problema está no uso de um turbante. Fica difícil discutir apropriação cultural sem a crítica à indústria cultural, que é quem põe em circulação as referências de adesão de circunstância. E o controle da indústria cultural nunca está nas mãos dos produtores - nem dos consumidores - da estética que vira referência. 

Quem lucra com a moda?

SRN


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Vale tudo pra controlar a venda da água

O Liberalismo, conforme Immanuel Wallerstein, "é um termo confuso e que confunde", desgastado - desgaste, aliás, muito conveniente, pois esconde os defeitos. A ampla rejeição à "democracia", manifesta em qualquer enquete e objeto da demagogia de proto-fascistas como bolsonaro, é fruto justamente da confusão com o "regime liberal-democrático". Ao liberalismo interessa sempre reduzir o problema à política, ajuda a esconder sua própria natureza: as relações sociais do poder do capital. Quando os direitos civis e as liberdades públicas começam a atrapalhar, os liberais não hesitam em sacrificá-los, aceitando apenas a liberdade que não os ameace. E, em tempos de reorganizar a acumulação, quanto não vale em tiro, porrada e sangue, como o que acabou de ocorrer na Cidade, pra controlar um ativo como a Cedae? 

Vale tudo pra controlar a venda da água.




"Martí: El ojo del canario"


http://operamundi.uol.com.br/…/%C2%93marti-el-ojo…/09022017/

SRN




"As veias abertas da América Latina" estão todas sendo costuradas na Gávea

Ontem, foi mais um exemplo: 2 x 0.

SRN



E a Cedae, meu irmão?


E a Cedae, meu irmão, segue no calcanhar de aquiles (do pezão, que vai atrás do tapetão, como um bom tricolor pra roubar a terceira divisão) da Alerj. E a sociedade de classes extrapola a política do parlamento,sempre um instrumento da ordem e que nunca resolve a contradição fundamental. E, em tempos de regressão (do também tricolor Armínio Fraga, pra quem o contrato social não cabe mais no PIB), o parlamento só decidirá em favor de demandas populares se suficientemente pressionado pelas ruas.


SRN