sábado, 25 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
Turbante
Leio uma discussão sobre "apropriação cultural". Parece que o problema está no uso de um turbante. Fica difícil discutir apropriação cultural sem a crítica à indústria cultural, que é quem põe em circulação as referências de adesão de circunstância. E o controle da indústria cultural nunca está nas mãos dos produtores - nem dos consumidores - da estética que vira referência.
Quem lucra com a moda?
SRN
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
Vale tudo pra controlar a venda da água
O Liberalismo, conforme Immanuel Wallerstein, "é um termo confuso e que confunde", desgastado - desgaste, aliás, muito conveniente, pois esconde os defeitos. A ampla rejeição à "democracia", manifesta em qualquer enquete e objeto da demagogia de proto-fascistas como bolsonaro, é fruto justamente da confusão com o "regime liberal-democrático". Ao liberalismo interessa sempre reduzir o problema à política, ajuda a esconder sua própria natureza: as relações sociais do poder do capital. Quando os direitos civis e as liberdades públicas começam a atrapalhar, os liberais não hesitam em sacrificá-los, aceitando apenas a liberdade que não os ameace. E, em tempos de reorganizar a acumulação, quanto não vale em tiro, porrada e sangue, como o que acabou de ocorrer na Cidade, pra controlar um ativo como a Cedae?
Vale tudo pra controlar a venda da água.
E a Cedae, meu irmão?
E a Cedae, meu irmão, segue no calcanhar de aquiles (do pezão, que vai atrás do tapetão, como um bom tricolor pra roubar a terceira divisão) da Alerj. E a sociedade de classes extrapola a política do parlamento,sempre um instrumento da ordem e que nunca resolve a contradição fundamental. E, em tempos de regressão (do também tricolor Armínio Fraga, pra quem o contrato social não cabe mais no PIB), o parlamento só decidirá em favor de demandas populares se suficientemente pressionado pelas ruas.
SRN
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