terça-feira, 27 de dezembro de 2016

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Lula 17

Hoje li que o Lula irá se lançar candidato logo em fevereiro de 2017. A fonte é o Estado de São Paulo. Se for verdade, é uma estratégia inteligente do Lula e péssimo pra renovação do PT, que sucumbe de vez ao lulopetismo. É bom pro Lula por dois motivos: primeiro, porque confronta permanentemente, com uma dimensão de Estado, a pinguela Temer; segundo, porque o protege da lava-jato. Calcule se o Lula fizer comícios reunindo milhões pelo Brasil afora, batendo na tecla da luta de classes, do pobre que ousou enfrentar a plutocracia paulista pra dar casa, tv de plasma e carro velho pro pobre. E o constrangimento dos procuradores da lava-jato...

Ainda o PT, o erro foi transformar estratégia em objetivo, ou seja, o Lulismo intensificou a mercadorização ao resumir incorporação ao consumismo. Quando não se pode mais consumir, vem a rejeição.Seguinte:

O reformismo, em todas as suas variantes, no limite, sempre desemboca na regressão ou, numa perspectiva histórica, os índices de avanço social justificam o processo de disputa da democracia eleitoral?

Os avanços obtidos pelos diversos tipos de reformismo são suficientes numa perspectiva histórica ou nada que o regresso adiante não desmonte?



SRN


"Tire o seu sorriso do meu caminho que eu quero passar com a minha dor"


"Tire o seu sorriso do meu caminho que eu quero passar com a minha dor". Na veia, Nelson Cavaquinho, contra a ditadura da alegria a qualquer preço.


SRN


Pintura sem arte


Candeia, "pintura sem arte".


SRN


domingo, 25 de dezembro de 2016

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

FlaxFlu e o pêndulo neoliberal


No FlaxFlu da política resumida a nomes, sem considerar a correlação de forças que há três décadas balança o pêndulo neoliberal, fico, neste fim de ano desgraçado, com a briga muito mais divertida entre Di Cavalcanti e Volpi, em 1953, após ambos dividirem o prêmio da II Bienal de Artes. Para Di Cavalcanti, era foda aturar o "carcamano que pinta bandeirinhas".


SRN


quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Oscar Niemeyer, Carioca e Rubro-Negro


O Rubro-Negro Carioca Oscar Niemeyer nasceu hoje. Machado de Assis ainda era vivo. E, daqui a 500 anos, tão significativo para o século XX, quanto Da Vinci para o Renascimento- segundo Darcy Ribeiro - será o único brasileiro de hoje ainda vivo.

SRN











terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Democracia representativa


A GRANDE ARTE DO SÉCULO XX: 13/12/1981, Tóquio

São desenhos distintos, feitos em momentos diferentes, que acabei de reunir no photoshop, numa composição de um analfabeto em tecnologia digital. 

Nunca desenhei o Andrade, uma cobrança que sempre me fiz. Andrade, aliás, foi o grande injustiçado naquela seleção de 82, a melhor que vi, pois entrava tranquilamente no lugar do Cerezo. 

Também falta o Lico, catarinense já veterano, mas que entrou como uma luva pelo lado esquerdo. 


Já tita jamais iria desenhar. Cria da Gávea, enchia o saco querendo o lugar do Zico, pra deixar de ser o falso ponta pela direita. Talvez tenha sido pra ele cunhada a expressão "jogar pra arquibancada". Como o Zico jogava praticamente todas, quando tita entrava no lugar fazia presepada pensando no lado esquerdo da tribuna de honra. Depois, foi se desmanchar de amores pro vice de São Cristóvão.



Um dia pinto esse time completo na fachada daqui de casa.


SRN


domingo, 11 de dezembro de 2016

A Suderj - digo, Odebrecht - informa:


Meu amigo Rubro-Negro, da graduação da UERJ, hoje um excelente professor de História, Alexandro Amorin, escalou o time, num 3-5-2, mas esqueceu-se do treinero:

No gol, Boca Mole; Santo, Mais Chato e Pólo; Todo Feio, Botafogo, Gremista, Gripado e Justiça; Angorá e Caju.
Sugiro botar o Scolari, já que se trata de 3-5-2. O cara ia ganhar logo o vestiário desse time com a seguinte palestra motivacional: "Pinochet torturou, matou e censurou, mas também fez coisas boas".

DIRETAS JÁ!!!

SRN


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Mickey Temer


Achava que Temer era, ao menos, uma ratazana, das crias típicas do PMDB, o partido sem o qual ninguém governava. Sem chance. Um Mickey do interior, cujo Walt Disney ainda não se sabe se tucano ou não. Por hora, não. O Mickey caipira ia nomear, mas desnomeou, um tucano pra secretaria de governo. 

Não demora Fernando Henrique vai pro Itamarati...

SRN


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Vento que venta em Brasília, venta em Avignon


Pau que dá em Chico, dá em Francisco. E vento que venta em Brasília, venta em Avignon. 

Tudo dentro das regras da democracia representativa.

IMPEACHMENT JÁ!

SRN

P.S. Roubei de Picasso, de uma cópia autenticada do IPHAN da Bahia.


sábado, 26 de novembro de 2016

SRN, FIDEL



O que fica são a dignidade e a altivez que Fidel e o povo cubano alcançaram diante da arrogância do imperialismo.



Fidel, de fato, nunca teve complexo de vira-lata.



SRN


terça-feira, 15 de novembro de 2016

Nestes 121 anos, temos uma lenda



Geraldo Assobiador, que morreu numa operação de amígdalas, em agosto de 76. Surgiu com Zico e Júnior, campeões da Guanabara de 74, (a fusão com o estado do Rio viria no ano seguinte, numa jogada do Célio Bórgia, a mando do Geisel, pra tentar quebrar a capacidade crítica carioca). Assisti este título nos ombros do Velho, com 11 anos. 



Nos dois anos seguintes, Geraldo tinha conosco uma relação nos termos exatos do "homem cordial", de Sérgio Buarque. Cracaço, habilidoso incomparável (andava sobre a bola muito antes do Zidane imortalizar tal jogada), mas também nos irritava pelo seu compromisso de peladeiro, fazendo com que o lado esquerdo da tribuna de honra pedisse a entrada de Tadeu (que tinha vindo do América), um jogador apenas correto, como Renato Augusto


Saudações Rubro-Negras, Geraldo Assobiador


121: cheirando à tinta



SAUDAÇÕES RUBRO-NEGRAS


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Brasil 3 x 0 Argentina


"O trumpismo é mais nacionalista do que Trump." / do meu amigo Rubro-Negro, professor de História, Alexandro Amorin

De Benedict Anderson ao próprio Hobsbawm o nacionalismo é objeto de bibliografia relevante. Destes dois o que me ficou do tema é a ideia de um sentimento religioso que aparta a razão. A própria Segunda Internacional, tão esculhambada, de qualquer modo não resistiu à convocação nacionalista, em que cada partido socialista esqueceu-se da luta internacional proletária e alistou-se no seu exército nacional na Primeira Guerra. Isso pra não falar do paroxismo emocional da mobilização fascista. 
Minha dúvida é a seguinte,: a insuficiência da resposta das forças progressistas não atestaria, mais uma vez, os limites da razão, cuja crise Nietzsche escancarara? Não é pra ouvir os que dizem que não basta "desalienar"? 
Em linguagem de botequim: o buraco não é mais embaixo? 
SRN

P.S. Mais uma dúvida, considerando a historicidade do nacionalismo: o nacionalismo latino-americano, particularmente o brasileiro (e penso em Brizola) não é distinto, não possui uma veia progressista longe da xenofobia do "trumpismo", nomeado muito bem pelo amigo Alexandro Amorin, e de Marina Le Pen na França?





 

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Oficina de arte na ocupação do Pedro II


No melhor movimento que surgiu nos últimos tempos, o colégio Pedro II tem suas unidades ocupadas pelos alunos contra a PEC 241 e medida provisória do ensino médio. Os que fazemos a pós lato sensu de especialização de ensino de história fomos convocados a colaborar. Acabei de sugerir fazer uma oficina de desenho com base na importância decisiva da escultura africana na renovação moderna, especialmente com Picasso e o Cubismo, da arte ocidental. Seria um modo de articular imagem e história na contramão do eurocentrismo, ao mesmo tempo em que dá pra trabalhar a importância da história da África sem o confronto direto com os evangélicos. Como é que o sobrinho do Macedo poderá justificar a negação da escultura africana na arte moderna sem parecer obscurantista?

SRN, rumo ao Hepta


Pelé, editor da Carta Capital


No auge da euforia do tricampeonato no México, "Brasil: ame-o ou deixe-o", Pelé considerava Medici um iluminado e dizia que o brasileiro ainda não estava preparado pra votar. 



Agora, supostamente progressista, a Carta Capital vem com uma capa típica da Veja, que, aliás, recentemente, deixou de ser um esgoto e virou fonte porque expôs o sobrinho do Macedo preso. 



Quem sabe Mino Carta não deve ter feito uma reunião de pauta, pra esta edição, com o Pelé e chegaram ao consenso de que, de fato, o brasileiro não sabe mesmo votar?

Vida que segue, como dizia o grande João Saldanha.

SRN, rumo ao Hepta

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Dúvida alcaide


Canhoto Genial




Ontem não deu, mas hoje vale lembrar do aniversário de ontem do Canhoto Genial. Foi o maior jogador que vi (e olha que vi, aos 11 anos, no ombro do meu Pai, no Maracanã, em 74, o Zico aparecer ao lado do Geraldo Assobiador e do Júnior, no título carioca, ainda Guanabara, de 74). Maradona era sempre uma surpresa nas manhãs de domingo na transmissão da Bandeirantes do campeonato italiano. Careca, que com ele jogou no Napoli, não mede elogios. O Napoli era uma espécie de Olaria que o Canhoto Genial consagrou nacionalmente, obrigando o norte da Itália a engolir o sul. Peladeiro, sempre dizia pra mim mesmo, como é que esse cara viu isso?. Era desenhista de arquitetura da Mesbla (um sinal da idade é quando a maior parte dos lugares por onde se passou não existe mais) e vinha voado de Metrô, com medo de esperar o 433 ou 434 demorar pra passar no Passeio, saltava na Sãens Peña e corria pela Gonzaga até chegar em casa pra poder ver os jogos da Argentina na copa do México, de 1986, no final da tarde. Além de exposto em todas as suas contradições, como um sujeito qualquer, craque, monstro, mas, não Pelé.

SRN, rumo ao Hepta


Correlação de forças cariocas




A eleição carioca foi a mais racional dos últimos tempos, um exemplo de maturidade histórica da minha Cidade. Crivella teve menos 300.000 votos da soma de brancos, nulos e abstenções. E, ao contrário dos analistas e especialistas, tal soma nem refletiu um "voto conservador' nem o desprezo pela política das viúvas da ditadura que apostam na anistia/amnésia. Foi uma demonstração de que a correlação de forças carioca não confere hegemonia nem encontra expressão em nenhuma das candidaturas que disputaram a prefeitura carioca.


SRN, rumo ao Hepta


sábado, 29 de outubro de 2016

Jogaço contra o frango: 2 x 2


Discordo do nosso lateral histórico no comentário contra as modificações feitas por Zé Ricardo. O futuro é opaco, e, após um excelente primeiro tempo, em que a estratégia se revelou correta - dois pontas abertos, Fernandinho, na esquerda e Gabriel na direita, pra segurar os laterais e a pressão inicial do frango e ter escape, com Fernandinho quase abrindo o placar - tentou, no segundo tempo ocupar e controlar o meio-campo, com Sheik e Alan Patrick, reagindo à substituição do Leandro Donizete do técnico do frango. 

Agora o seguinte: o que Rever fez é praticamente do jogo. A rigor, teríamos mais ou menos uns 15 penaltis pra cada lado, se os juízes marcarem em lances semelhantes.

E o Guerrero, meu irmão? Seu segundo melhor jogo com o Manto, excelente pivô e artilheiro.

SRN, rumo ao Hepta.


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Hoje é o dia de todos os cariocas


Hoje é o dia de todos os cariocas, nascidos aqui ou não. 

E, pra fins de registro, hoje é o dia em que Rubro-Negros nos tornamos historicamente Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro.

SRN


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

27/10/1892, nasce Graciliano Ramos

Vinha das leituras de Jorge Amado, me divertindo como adolescente, quando recebo, na porta de casa, o presente da minha tia: uma caixa da Record com a coleção completa de Graciliano Ramos, então, 13 livros, com o inédito Cartas, sua correspondência pessoal pela primeira vez reunida. 18 anos, dei de cara com Memórias do Cárcere. Uma porrada: 
"Liberdade completa ninguém desfruta. Começamos oprimidos pela sintaxe e terminamos às voltas com a Delegacia de Ordem Política e Social." 
Em Linhas Tortas:
"A palavra não foi feita pra luzir, brilhar feito ouro falso. A palavra foi feita pra dizer."
Numa reunião do Partidão em que um pernóstico insistia nas metáforas "farfalhantes":
"Farfalhar é o caralho!"
No Relógio do Hospital, um conto/crônica que pode ser usado hoje como síntese desse presentismo historiográfico:
"No tempo não havia horas."
Velho Graça. 
Só errou quanto ao futebol. Disse que "não ia pegar".
Mas, o cara era só um grande escritor, o maior de todos.
SRN





terça-feira, 25 de outubro de 2016

Valeu, Carlos Alberto

Carlos Alberto Torres jogou no Flamengo, como zagueiro, em 77, ao lado de Rondinelli, Jaime e Dequinha. Foi o treinador do Brasileiro de 83, o nosso Tricampeonato, rumo ao Hepta. 

Só não foi maior do que Leandro, o Peixe-Frito, lateral Craque, segundo Telê, o maior que ele havia visto.De qualquer modo, os dois Monstros vestiram o Manto.


A propósito, foi tricampeão no México naquele time de amarelo.


SRN


domingo, 23 de outubro de 2016

Flamengo 2 x 2 Corínthias


Jogamos bem, encurralamos o Corínthias que veio pra se defender. 

Muralha, mais uma vez, falhou, no primeiro gol, em que tinha de estar um passo frente pra fechar o ângulo daquela bola fácil. 

Zé Ricardo, também mais uma vez, se revela um excelente treinador. Meteu o Fernandinho que infernou o lado-direito do Corínthias, segurando o cantor na marcação e prendendo a cobertura. 

Primeira vez que gosto do Guerrero com o Manto. 


SRN