quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Um de Lambuja

Por Máximo




3 X 1

Jaime parece que salvará o Gabriel de ser um novo Lúcio/Iranildo. O time estava bem plantado, seguro, mas não conseguia sair, porque o argentino não conseguia jogar. Com o Gabriel, diferente do ano passado, certamente mais ambientado, mais carioca, rápido, dando dinamismo ao meio que nos faltava. 

SRN, Grande Zagueiro, Campeão Carioca em 74





3 x 0

Dava pra ouvir a Nação aqui, na Vila, quando o Cáceres lança o Everton, no contra-ataque, Nem precisava da televisão.

SRN





2 x 0

Hernane não amarela.


SRN




1 X 0

Elano, lembrando o Galo.

SRN


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Legalismo Tricolor

Por Máximo




São 50 anos do golpe e, em 214, aproveitando a oportunidade, os tricolores, sempre tão legalistas (não foi esta, de resto, a tese do oportunismo criado com a vaga aberta pela Portuguesa?) por que não aproveitam e cumprem a lei, numa crítica aos golpistas de 64, jogando uma terceira divisão pendente de há muito, naquela cartolagem de virada de mesa de que os tricolores, a despeito de sua farisaica defesa da legalidade, são mestres? 

SRN

domingo, 23 de fevereiro de 2014

"É Tempo de Copa"

Por Máximo




"É tempo de Copa", como gosta de falar o patriota Marin, quando está sozinho, sem vírus anexos. Mas, é o tal negócio: fomos há 64 anos a pátria de chuteiras, inutilizada por apenas uma, a do Giggia, Giggia, de resto, provou que o diabo existe, condenando, sem purgatório, ao inferno em vida o grande Barbosa. 

Muito tempo, a vida segue, o marxismo e os Annales, valorizando os processos coletivos e desprezando a política considerada mera crônica, tornavam irrelevantes o papel do indivíduo (menos - é certo - o de Barbosa). Além disso, havia o destino, o biografado era um predestinado (Barbosa - é certo - ao inferno), sabia-se o que ia fazer, o mundo à espera para eventos e experiências que só poderiam ocorrer para cada fase da sua vida, da infância à maturidade, passando pela adolescência, alguns até no berço. 

O acaso, hoje, felizmente, é valorizado. 

Por que não, nesta perspectiva, a partir do gol de Giggia, uma biografia de Barbosa?

SRN

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O Livro do Padre

Por Máximo




Lá trás, haviam me dito que monografia de conclusão de curso, bem como projeto de mestrado, deveria ter uma grande dose de prazer. De fato. Hoje vou à biblioteca do nono da UERJ para ler "A Ideologia da Segurança Nacional: o Poder Militar na América Latina", do padre belga Joseph Comblin, publicado em 78. Deixo a leitura fluir, faço anotações, sabendo que o livro do padre é de 78, época de distensão, mas longe ainda da dissolução da URSS, onze anos depois. A Doutrina permanecia a mesma, com a premissa maior de combate à guerra revolucionária. E hoje, como se pensa a segurança nacional? As especificidades locais, antes negligenciadas pela premissa maior, são consideradas e promovem, de fato, uma inflexão de caráter nacional? E a hegemonia americana, praticamente absoluta, mas e em face da pulverização dos ataques, sem um Estado inimigo e Forças Armadas visíveis? E as Forças Armadas latino-americanas recomendadas ao papel de milícias contra o narcotráfico? De qualquer modo, para a monografia, cujo recorte é exatamente 78, a seleção brasileira que disputa o Mundial da Argentina, o livro do padre fornece o quadro teórico à interpretação dos símbolos usados pelos Estados sob o âmbito da Doutrina. 

De fato, calcule: ter de debruçar sobre a bibliografia extenuante de Antiguidade Ocidental, apenas pra estudar as implicações possíveis das linhas do vaso de Pisistratus?


SRN

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O Campo Profícuo, no Interior das Quatro Linhas, dos Arquivos da Ditadura

Por Máximo




Em artigos frequentes, o professor Carlos Fico, que dará duas aulas (19 e 26 de março), em "1964: 50 Anos Depois", do Programa de Pós-Graduação em História Social - UFRJ, tem apontado o caminho para uma produção profícua a respeito da ditadura, já saturada de memória. Está no material, devagar disponibilizado, vindo do interior da máquina de rodízio de generais-presidentes, de fancaria legal, prisão, tortura, exílio e perdas comezinhas, cotidianas, na vida de quem não entrava em redação de jornal: simplesmente perdia o emprego ou "sumia" deixando a família sem sequer um atestado de óbito para a pensão da sobrevivência.

A recomendação do professor e historiador também serve pra quem gosta de futebol e se meteu a fazer história. Aproveitando, futebol e a nova história política,uma outra: se o trabalho historiográfico não se reduz a uma investigação de detetive, a revelações surpreendentes, nem, por isso, deixa de ser um objetivo. Portanto, quanto, nesses arquivos inéditos, não há sobre a presença da "comunidade de informações" no mundo do futebol, em cumplicidade, propaganda e mitologia?

SRN

PPGHIS-UFRJ: José Murilo de Carvalho

Por Máximo




Excelente a aula inaugural do Programa de Pós-Graduação em História Social - UFRJ sobre os 50 anos do golpe. O professor José Murilo de carvalho, ao longo de quase três horas, com serenidade, sempre com um pragmatismo temperado pela teoria quando indispensável e a concisão, na projeção do datashow, a respeito de "verdade e justiça", sobre a nossa "incapacidade de executar as três fases da transição: compensação, verdade, justiça", com a CNV enfrentando dificuldades e falta de interesse público, o Brasil sozinho na América do Sul, o poder de veto das Forças Armadas. E a ironia lapidar, certamente na melhor tradição mineira: "justiça? Talvez só depois de todos os réus mortos."

Termina propondo uma perspectiva que privilegie a ênfase interna na superação de nossas contradições.

SRN


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Inscrições Gratuitas em São Cristóvão

Por Máximo




Inscrições gratuitas, em filial recém aberta, em São Cristóvão, de tradicional curso de artes dramáticas, de Botafogo. 

SRN

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Lugar Comum

Por Máximo





A relação de Graciliano com o futebol não existia e a um ponto que o grande escritor, em suas primeiras crônicas, chegou a prever que o futebol não pegaria no Brasil. Se como vidente fui um fracasso, escreveu, em compensação, "Lugar Comum", uma maravilha na ironia dirigida a quem se julga imune e acima do senso comum. Rubro-Negros estamos acostumados, agora através de Elano e Gabriel:

2 x 1

SRN

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Os Filhos dos Incas e o Clube de Groucho

Por Máximo




Na biblioteca do nono da UERJ, para a monografia, lendo o verbete "Cesarismo, Fascismo e Bismarckismo", em "Dicionário de Política", de Norberto Bobbio, para Marx, comparar os dois Bonapartes trata-se de uma "analogia histórica superficial". Em Roma, a luta de classes era restrita a uma minoria privilegiada, ao passo que, na sociedade industrial, em esboço e desenvolvimento dos dois parentes, o campo da luta se amplia, envolvendo toda a sociedade, de resto, muito mais complexa. E daí? Seguinte: 

Se for superficial, continua uma analogia útil até pela futilidade do gesto vindo de quem vem. Refiro-me ao racismo dos nossos vizinhos de sangue igualmente chupado. A frase do meu colega de UERJ, Edson Leonel - "Na minha míope visão, aquela cartela de cores está muito próxima da minha pele negra." - me lembrou um desenho de encomenda que fizera: Groucho Marx, apenas relacionando ambas as frases, a do meu colega sobre o racismo dos filhos dos Incas e a do humorista: "Não entro pra clube que me aceita como sócio."

SRN

Cores Complementares

Por Máximo

Meu colega de UERJ, Edson Leonel, escreveu ontem sobre o que ocorreu com o meio-campo do Cruzeiro, Tinga, alvo de racismo no Peru, em jogo da "Libertadores". Uma frase, com tanta força, que retornei algumas vezes para lê-la: "Na minha míope visão, aquela cartela de cores está muito próxima da minha pele negra." Resolvi republicar o texto na íntegra.
SRN


Por Edson Leonel
Hoje, para começar o dia vamos falar dessa doença que ainda existe no século XXI, RACISMO, só para mostrar para as pessoas que o racismo existe e está mais vivo do que imaginamos.
Sempre falo sobre racismo, um ou outro amigo sempre levanta a voz e fala que racismo é coisa da minha cabeça, que há negros com mania de perseguição, etc...
Então meus queridos o que dizer do exposto abaixo? E sabem de onde veio a demonstração NAZISTA? Dos nossos vizinhos do Peru. Pois é, de onde menos imaginamos, não é mesmo? Olhando as imagens, vi um estádio cheio de mestiços brincando de arianos. A minha pergunta é o que farão os orgãos Esportivos que tanto se metem nas políticas internas dos países? Que punição o time(?) do Peru sofrerá? Fico imaginando hoje, os torcedores peruanos se vendo na TV e olhando para dentro do campo. Na minha míope visão, aquela cartela de cores está muito próxima da minha pele negra.
Gigante para mim foi o TINGA que saindo do campo se mostrou superior aos torcedores, que não se enxergam como descendentes de índios e assumem a parte ruim dos colonizadores europeus.
Aos que dizem que racismo não existe, eu empresto a minha pele. Fique embaixo dela por um dia e depois venha discutir comigo.
Bom dia a todos!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

PPGHIS/UFRJ: "1964:50 Anos Depois"

Por Máximo

Uma maravilha ter conseguido a homologação de minha inscrição para o "1964:50 Anos Depois", do Programa de Pós-Graduação em História Social - UFRJ, cuja primeira aula será na semana que vem, 19 de fevereiro, com José Murilo de Carvalho, “1964: militares e civis contra a democracia”. 


SRN


"Reinventando o Otimismo"

Por Máximo




Lendo "Reinventando o Otimismo: Ditadura, Propaganda e imaginário Social no Brasil", do professor e historiador Carlos Fico, minha monografia de concluinte de história na UERJ parece que encontra o ajuste: na relação futebol e História Política, faltava a compreensão adequada do uso do sistema de representação, da importância da disputa dos bens simbólicos - de que o futebol, de resto, é uma expressão relevante - no controle do imaginário social. 

A predestinação à grandeza do Brasil é tão forte, no imaginário social, com implicações que remontam aos primórdios da colônia, que produzir imagens a respeito não é considerado propaganda, mas pedagogia, pois necessitamos ensinamento para nos darmos conta de tanta grandeza atávica. 

O Edson Arantes, se lesse o livro, talvez entendesse um pouco mais da função do mito Pelé.

SRN

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Zizinho

Por Máximo



Na luta encarniçada pelos bens símbólicos da copa, Zizinho, o Monstro que substitui Leônidas no Flamengo.

SRN

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Escola de Malandro

Por Máximo
Ismael Silva, do Estácio, em parceria com Noel, aqui da Vila.
SRN

ESCOLA DE MALANDRO
A escola do malandro
É fingir que sabe amar
Sem elas perceberem
Para não estrilar...
Fingindo é que se leva vantagem
Isso, sim, que é malandragem
(Quá, quá, quá, quá...)
[-Isso é conversa pra doutor?]
Oi, enquanto existir o samba
Não quero mais trabalhar
A comida vem do céu,
Jesus Cristo manda dar!
Tomo vinho, tomo leite,
Tomo a grana da mulher,
Tomo bonde e automóvel,
Só não tomo Itararé¹
(Mas...)
Oi, a nega me deu dinheiro
Pra comprar sapato branco,
A venda estava perto,
Comprei um par de tamanco.

Pois aconteceu comigo
Perfeitamente o contrário:
Ganhei foi muita pancada
E um diploma de otário.
(Mas...)
1. A famosa "batalha" que não houve entre forças do governo de Júlio Prestes e as que levariam à Revolução de 30, com Getúlio, e que, por isso, inspirou o epíteto de um dos maiores humoristas, também gaúcho como Getúlio, Aparício Torelly, o Barão de Itararé. A propósito: Graciliano conta, em "Memórias do Cárcere", que o Barão ficou aborrecido quando, na antiga cadeia da Frei Caneca, todos presos, por corolário de 35, o Monstro Sagrado Alagoano lhe disse, após ouvi-lo sobre o projeto de um grande livro: "Impossível. Você têm fôlego curto."