sexta-feira, 29 de maio de 2015

Calendário Acadêmico 2015

29 de Abril: P1

28 de Maio: P2

A marcar Prova Final.


Havelange, Blatter, Nabi, Teixeira, Marin, Del Nero, Vírus Anexos e Coxinhas

Agora é fácil, sobretudo quando envolve os EUA (afinal, o que é bom pros EUA é bom pro Brasil), subitamente convertidos à causa de um esporte que não dá sequer traço no nosso Grande Irmão do Norte. Mas, independente do Putin, da copa na Rússia e da geopolítica, o fato é que desde a emergência neoliberal dos anos 90 o futebol profissional ganhou uma escala que não prescinde da corrupção. E a arte foi de bucha. E aí quem falava da seleção de 82, do time do Flamengo de 81 era não só anacrônico, como incapaz de entender os “desafios do futebol moderno”(sic). E pior, quem ousasse torcer contra, apontando a falácia da “Família Scolari”, era logo  acusado de ser contra a “pátria de chuteiras”. Os 7 x 1 não serviram de um tiro nessa idiotia de comunidade imaginada desse time amarelo. Será muito engraçado se o tiro tiver sido disparado pelo FBI.  


SRN


quinta-feira, 28 de maio de 2015

Universidade Necessária

A UERJ é, de fato, vanguarda (em que pese o desgaste da palavra). Primeira universidade pública do país com cotas de ações afirmativas, produzindo uma dinâmica interna que pouco a pouco incorpora o metabolismo social. Uma universidade realmente popular e, por isso, dentro dela todas as contradições e iniqüidades que estão nas ruas.

Os vidros quebrados, as bombas explodindo, os jatos d’água assustam na televisão, pois atrapalham a plasticidade da assepsia dos programas. Além disso, na crise, o consentimento vira coerção pela manutenção da ordem. Hoje, mais uma vez, no auge do confronto, a universidade acéfala, entregue a si mesma, como é típico.

A unidade de luta, buscando incorporar os movimentos sociais, mais do que uma idéia generosa, é a extensão da realidade de muitos alunos. Indispensável, portanto, uma frente interna, construindo um consenso entre as diversas correntes, demandas e segmentos, sob uma liderança comum que possa representar a pauta da comunidade da UERJ.

SRN


A Fifa e o Gatonet

A corrupção é condição necessária ao futebol profissional na mundialização dos negócios do espetáculo. Indispensável a economia de escala para encobrir e justificar os valores de fantasia envolvidos nos contratos de marketing, de transmissão dos jogos, de transferência de jogadores (o Bale, esse ponta-direita canhoto do Real era pra valer o que valeu? E outros fenômenos mais, fabricados pra serem vendidos por volume cúbico?), de construção de “arenas” (mesmo quando há dinheiro público, em que a festa não necessitava de tanto escândalo, como no estupro do antigo Maracanã). Um mercado para cuja funcionalidade inexorável o agiota, travestido nas notórias “empresas de marketing esportivo”. Seguinte: aos seus donos são entregues pelos dirigentes das federações toda a exploração comercial dos campeonatos. Na venda para o mercado da comunicação e da confecção de bugigangas (a indústria cultural), os agiotas repassam, então, o acerto para os dirigentes. Apenas uma dúvida: as empresas de comunicação que participavam do negócio não desconfiavam de nada, ainda que, pra tentar baixar o preço, o qual, sem intermediação, certamente ficaria mais em conta?

SRN




Coxinha, Mortadela e Ovo


domingo, 17 de maio de 2015

7 x 1 foi pouco: agora tem de ser de 10


Contratos sigilosos entre a CBF e empresas de intermediação dos jogos da seleção foram publicados pelo jornal Estado de São Paulo. A mercadoria milionária de camisa amarela é alvo de disputa complicada, envolvendo repasse de intermediação e agiotagem de empresários bem conhecidos. Em suma, de um lado, o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, defendendo seus parceiros originais do contrato de 2006, do outro, Marin e Del Nero, que viram a oportunidade de refazer o negócio com a cupidez devidamente estimulada por famoso empresário da bola. A esperteza da dupla do mando novo do trapo amarelo tem a estratégia definida pelo empresário velho de pista por mais ou menos 130 milhões de dólares. A operadora dos jogos do trapo passaria da condição de subalternidade à titular do contrato da CBF, rifando a titular original protegida do Teixeira. 

A diferença também está na terceirização dos convocados. Afinal, este é o país da flexibilização malandra do mundo do trabalho: nos amistosos marcados, só pode jogador consagrado. Sem o papo furado de testar promessa de craque ou botar o trapo no time olímpico. Além disso, à operadora deverá ser apresentado o atestado medico do craque consagrado eventualmente impossibilitado de ser convocado, bem como o substituto tem de ser aprovado também pela operadora.

7 x 1 foi pouco.

SRN

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Adílio Brown, Parabéns


BB King morreu. E hoje um dos Monstros Rubro-Negros, daquele Time Mítico do início dos anos 80, faz 59 anos: Adílio Brown, da imortal camisa 8. Adílio Brown, um dos melhores em campo e autor de um dos gols (os outros dois foram de Nunes), na final em Tóquio, em 81, contra o Liverpool. Adílio Brown, também autor do terceiro e último gol, de cabeça, de peixinho, na pequena área, dois anos depois, no Maracanã, na final do Brasileiro de 83, contra o Santos, no nosso Tricampeonato, dos seis títulos que temos (80, 82, 83, 87, 92, 2009).


SRN


B B K S R N

SRN


quarta-feira, 13 de maio de 2015

Hoje


A Morte e a Morte de Lamarca



O juiz da 21º vara federal do Rio, Guilherme Corrêa de Araújo, anulou a indenização e a promoção post-mortem de Lamarca, estabelecidas pela Comissão de Anistia, do Ministério da Justiça, em 2007. Evidente a questão política sobre o que já nem sequer mais constituía problema jurídico. E da pior forma: a avaliação política através de um revisionismo de viés reacionário. Não surpreende. Vivemos um ambiente que foi muito bem saudado pelo Globo na notória manchete do dia seguinte ao do circo dos horrores do 15 de março: “Democracia Tem Novo 15 de Março”.

Contra tudo isso, mais uma vez o exemplo argentino: o “Nunca Mais” produziu a conseqüência jurídica, no julgamento dos chefes militares, de que o Estado não podia igualar-se a qualquer grupo político (a referência eram os montoneros), cabendo-lhe, pois resguardar a ordem jurídica. O “Nunca Mais” argentino expôs, de uma vez por todas, a falácia da necessidade da repressão como resposta do Estado contra ações armadas das esquerdas, uma vez que conta com recursos que tornam desproporcional a montagem do aparato repressivo, evidenciando a iniqüidade da política “olho por olho”, conforme havia recomendado Medici, aqui no Brasil, para os agentes da ditadura nas operações de invasão dos aparelhos.

Assim como na historiografia também tem seus epígonos, será que teremos um revisionismo jurídico à direita de nosso passado traumático recente?


SRN


sexta-feira, 8 de maio de 2015

Rua Uruguaiana

Com o tempo de "coxinhas' em que vivemos, de que o retrato mais bem acabado é João Dória na chefia da seleção brasileira que irá disputar a Copa América, Smith e Marx viraram mercadorias como estampas de camisas baratas vendidas em camelódromo.

SRN