quinta-feira, 14 de abril de 2016

Tá na rua

A política foi pras ruas colocada pela direita. Um palhaço vestido de Tio Sam, o cartum de mangá do MBL, o velhote torturador – tipos, enfim, com financiamento certo e objetivo explícito. Missão cumprida, vão sumir, por inúteis e falta de verba.
Todavia, não é o caso da classe média paulistana. E aí vale o verbete de Bobbio, em seu “Dicionário da Política”. Uma das explicações para o fascismo italiano, em seu início, era a classe média tanto contra o proletário, quanto contra o burguês. O fenômeno não se desenvolveu em plenitude em virtude da II Guerra.
Em todas as explicações, de caráter generalizante, há um consenso: o autoritarismo é um truísmo da sociedade industrial moderna. Não escapamos nem ao  fascismo como uma expressão da classe média. A direita não precisa mais da rua. O Parlamento bastará. Mas, a política continuará nas ruas, no melhor exemplo que já tivemos recentemente que é a ocupação das escolas pelos estudantes em ondas progressivas, mobilizando e articulando novos movimentos, novas demandas, A Secretaria de fazenda do Estado já foi tomada pelos funcionários atacados pelo atraso, pela falta de pagamento, pelo ajuste fiscal.
A política não pode mais sair das ruas, e quais os agentes sociais que irão ocupá-las?
Duvido que a classe média paulistana insistirá na ladainha, com camisa da CBF, “mais ordem, mais deveres, menos direitos.”

SRN

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