sexta-feira, 31 de julho de 2015

Zico x Arthur

Uma das coisas mais difíceis é a memória. Hoje central na historiografia, na relação entre Memória e História, sobretudo pelo exame do trauma na análise das ditaduras recentes latino-americanas. Várias abordagens, “organização de esquecimento” de Paul Ricoeur, “os abusos de memória”, de Todorov, “a guinada subjetiva”, de Beatriz Sarlo. Até um campo controverso, como a História do Tempo Presente, que tem no testemunho um dos seus atributos principais.


Por isso, pra qualquer Rubro-Negro, que teve no Zico seu ídolo de adolescência e juventude, é muito difícil abordar o cidadão que há no craque mítico.

Zico foi Ministro dos Esportes de Collor, o “Caçador de Marajás”.

Ficamos constrangidos ao lembrar disso.

Zico agora quer ser candidato à presidência da Fifa, cuja economia dos negócios que a escala do futebol no capital hoje exige é o que sabemos. Não se chega à cúpula de uma operação desse porte sem compromissos e silêncios.

Arthur ganhou o apoio de Del Nero.

SRN


Nenhum comentário:

Postar um comentário